Skip to main content

O sexo e a vida moderna

People are worried about their jobs, worried about money. They are not in the mood for sex. O problema, dizem , é  a vida moderna. De facto. Bons tempos  sexuais  foram os da peste, das guerras religiosas, das invasões napoléonicas, do Hitler, da mortalidade infantil , das fossas a céu aberto, da penumónica e, claro, das lamparinas de azeite. Sem preocupações. Those were the  days.
A quantidade de  aldrabões encartados também é  a mesma e o truque idem: dizer  às pessoas o que elas querem ouvir, tratá-las como crianças.

Quando tenho uma mulher de família  a queixar-se de que o sexo não corre bem por causa da vida moderna - falta de tempo, correria  para o trabalho, filhos, filas no trânsito - ponho os pé sem cima da mesa, recosto-me e incentivo: ai sim? Depois falo-lhe  da bizarra natureza do affair ente pessoas casadas ( oficialmente ou não) com...outras : como, quando se quer alguém, se arranja tempo, lugar, oportunidade etc.

Morto o desejo, podemos procurar as  desculpas esfarrapadas que quisermos,  não o ressuscitamos.

Comments

Popular posts from this blog

Fake news total: Kennedy e o Vietname

Mc Namara, um burocrata, ia a Saigão ver o que os generais queriam. Kennedy, que, é verdade, anos antes tinha escrito coisas muito acertadas sobre o papel dos EUA na Indochina - na prática nenhum - deixou-se ir. E deixou-se ir quando teve uma boa oportunidade de ir embora. O regime de Diem era só um grau abaixo do de Hanói em crueldade, o que era  pouco, e vários graus acima em corrupção, o que era muito.  O presidente  americano  sustentou-o. Depois engendrou, enfadado, pouco antes de morrer ( Novembro de 1963), o golpe que  Cabot Lodge  levou a cabo contra Diem e o irmão.  Acabaram mortos num blindado que os deveria levar a uma safe-house.  O medo de perder, internamente,  a face no confronto com os comunistas foi mais forte do que as suas anteriores convicções.   Jonhson herda o berbicacho  para deleite dos novos homens fortes de Hanói, Le Duan e Le Duc Tho, uma vez que  Ho Chi Min já estava na pré-reforma: agora era...

Farsas

Os três filmes sobre a luta contra  o comunismo na Polónia são polacos. Ou seja, o assunto, um dos mais importantes da vida europeia do final do século  XX, nunca interessou às grandes companhias  de Hollywood nem aos produtores, intelectuais e artistas franceses ou ingleses.    Há coerência. Também são raríssimas as incursões da  Europa ilustrada e unida contra o populismo, o fascismo e as fakes news, no quotidiano  de metade dos (actuais) europeus  sob a pata das polícias secretas, da interdição de manifestações, da proibição de livros e do encarceramento por delito de opinião. É evidente que eleger o assunto como tema de atenção significaria mostar como funcionou, na prática, o comunismo. Nos detalhes da repressão e da pobreza e não no palavreado do progresso e  da liberdade. Também havia episódios burlescos. Na Polónia as pessoas festejam o aniversário e o dia  do seu santo.  Quando era a vez de Walesa, uma especta...